quinta-feira, 12 de agosto de 2010

E em um passado não muito distante...

Era um dia comum e nossa aventureira garota se arrumava para ir à escola. Tudo foi absolutamente normal, como costumava ser, os mesmos amigos, as mesmas brigas tolas, os mesmos professores.
Então ao bater do sinal, ela sai correndo indo em direção a estação ferroviária. Chegava a tão esperada hora do dia. Ela o veria.
Aquele uniforme, com todos aqueles materiais não ajudava em nada sua apresentação. Ela já começara a procurá-lo com o olhar, pois não eram todos os dias que ele costumava aparecer. Todo aquele enigma a entusiasmava cada vez mais.
Nesse dia para sua felicidade ele apareceu; se encontrava na parte de fora da estação como de costume; com aquele seu olhar longe, aqueles piercing’s que lhe chamavam tanto a atenção, aquela roupa básica que lhe dava um charme à mais.
Já fazia alguns meses que ela apenas o olhava, desejando uma conversa, entretanto sua timidez não a possibilitava à tentar um diálogo.
Sentindo que este seria um dia especial, resolveu ir de encontro com ele. O trem se aproximava da plataforma e ele se dirigia para dentro da mesma, ela o seguiu, entrando no mesmo vagão que ele.
Já havia passado algumas estações e seu nervosismo era nítido. Sentia sua pele rosar, e tinha a impressão que todos a olhava, sabendo de tudo o que estava planejando.
Cada vez ia chegando mais perto, e quando se viu estava frente à frente com ele, seu coração batia forte demais pra que ela pudesse falar, ele a olhou com ar de assustado, pensou em desistir, entretanto naquele momento não poderia voltar.
Falou com ele, e houve até um diálogo, ela tremia mais tentou disfarçar. Trocaram telefones e se falaram algumas vezes.
Ela já estava apaixonada. Aquele dia mudara a vida dela, claro nossa querida garotinha tinha apenas quinze anos.
Ela falava dele para as amigas, e sonhava com ele ao chegar a casa. Ligava muito pra ele, sua mente já havia arquitetado um mundo inteiro cor de rosa, com pássaros e violinos.
Em um dia comum ao anoitecer ela ligara pra ele, não muito tarde, pois ela iria dormir cedo, no dia seguinte iria à escola. Para seu total espanto sua mãe disse que ele já dormia. A energia elétrica de seu prédio havia acabado.
Mas ele lhe disse que morava em outro lugar. Por que ele mentiria o local onde mora.
Não admitindo mentiras, parou de falar com ele.
E assim seguiu sua vida; passaram alguns anos e muitas coisas em sua vida mudaram.
Então já com outros amigos, em um final de semana qualquer andava pela rua com uma amiga, quando um grupo de amigos as aborda, para sua absoluta surpresa ele esta lá.
Ele se lembrara da mesma, e então como um curta-metragem, sua história lhe passa a mente rapidamente. Ela se afasta e vai embora.
Sua amiga lhe convence a voltar e conversar com ele.
Eles finalmente se beijam, ela percebe o quanto esperou por aquele momento e se afasta novamente, e dessa vez vai embora.
Ele o segue, e isso a assusta muito. Tenta desviar a atenção mais ele continua lá à olhar.
Eles conversam por algum tempo e se afastam de todos.
Beijaram-se cada vez mais, e então ela se entregou. O sonho dela estava se realizando naquele momento, ela deseja profundamente que isso dure pra sempre. Que eles possam se ver mais.
O momento carnal acaba e ela vai embora. Sonha com ele e passa a semana nas nuvens. No final de semana seguinte eles como que combinado se encontram no mesmo local.
Eles conversam, vão pra casa de um amigo dele com outros amigos.
Cada detalhe, cada olhar, cada palavra fazia seu coração disparar. Ela bebia cada vez mais pra não entender tudo aquilo que estava sentindo.
Como ela, depois de quase três anos, estava se sentindo da mesma forma como quando tinha quinze anos.
Eles mais uma vez tiveram momentos maravilhosos, e ela voltava a morar em seu mundo cor de rosa mais uma vez.
No outro fim de semana, outra vez, se viram e mais uma vez ficaram juntos. Dessa vez conversaram mais.
E então uma frase a apavorou.
‘Até semana que vem’.
E isso a apavora desde então.
Esperaremos pra ver como nossa querida amiga agirá. Se irão se ver mais vezes, se o destino os separaram mais uma vez.
Ou se foi apenas uma brincadeira que o destino fez com os dois.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

ócio.

E então cheguei a conclusão de que eu tenho vergonha de gostar de você.
E que este sentimento pode estar acontecendo aqui dentro a algum tempo e eu não tinha coragem de admitir, então eu tive, e tudo deu errado.
Você não me quis, meus amigos não aprovaram;
dizem que é orgulho ferido, que foi pela rejeição, que foi por tantas coisas e eu ainda fico com o : gostar.
Por qual motivo eu, aqui, a pessoa que mora dentro de mim, que tem todos os sentimentos em grande escala, não posso gostar daquele cara estranho que se camufla no meio da multidão.
Qual o motivo?
E talvez possa ser tudo da minha imaginação, como já acorrera outras vezes.
Talvez pelo dia dos namorados que insiste em voltar esse ano sem ninguém pra me fazer companhia, ou por todas as minhas amigas terem namorados, pela pressão da minha família, ou por minha imensa solidão.
Ou não também, pode não ser nada. Você pode ser bonito e eu o admiro por isso.
Talvez seus defeitos podem ter me atraído, como também já acorrera antes, essas não-qualidades que sempre me encantam e eu insisto em dizer que não fazem parte da minha lista de ideais masculinos.
Pode ser tanta coisa, ou eu posso ter inventado tanta coisa pra não dizer que gosto de você. Ou as pessoas podem ter inventado essas coisas pra eu não gostar de você.
Quantas duvidas, e sem nenhuma resposta, e perguntas que levam a outras e que voltam as mesmas.
E eu fico aqui, cheia de duvidas, sem respostas, e sem você ( o que doí mais).



E eu percebi que passo minhas tardes a ler Caio F e Tati B, a ouvir Roupa Nova e Pearl Jam, a me arrumar mais.
Se foi por você não sei, e na verdade nem quero saber, só queria te ter.
E não do jeito que tenho todos os outros, que ainda me ligam, quero de um jeito puro, sem aromas de uva, ou dores musculares no dia seguinte. Te quero de uma forma delicada, com carinho e beijos no final, com sofá e filme no domingo à tarde, de saber o nome da sua mãe e brincar com seu cachorro.
Eu realmente quero você, te conhecer, brigar com você, ficar de porre junto, voltar pra casa andando no meio da avenida, dormir sorrindo e acordar com você do meu lado com a dor de cabeça maior do mundo.
E eu aqui, mais uma vez começei a imaginar cenas com você, como faço sempre, com todos, todas as vezes que me iludo e me fodo depois sozinha; mas eu não aprendo mesmo, já sei o fim, mais persisto em sofrer por você que como diz a Tati B
"como eu curto um ser desgraçado que caga pra mim"
( Tati sempre sabe as palavras certas)

Eu esperava te ver hoje, pra dormir melhor.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Chega.

E então eu aqui outra vez, escrevendo sobre você. Isso tudo já está me deixando irritada.
Tantos caras com qualidades, bonitos, ricos, inteligentes que me cercam todas as manhas, e eu, a idiota com o dedo mais podre do mundo, me apaixono por você, o serzinho mais desprezível desse mundo.
Você se veste da maneira mais adolescente possível, e todos ao meu redor com suas roupas super estilosas, você com esse corpinho magro de criança indefesa e todos com seus corpos definidos.
E eu, me apaixonei por você! Sim você, que nem repara em mim, que me vê sei la como o que, ou nem me vê também.
E eu, que mudei a hora do meu café da manha, só pra te ver de manha, que chego super atrasada e perco de ver o meu amigo mais gato, que chego muito adiantada na faculdade, que deixo de ir pro cursinho pra vê-lo, que fico na Internet a tarde só pra ver se você esta Online..
Ah! to agindo exatamente como quando eu tinha doze anos, e pior.
E tantos relacionamentos, e saídas casuais, e amores de um fim de semana; tudo fica pra trás.
E eu olho pro lado, pro lado mais escuro, pra você.
Mas o que eu quero com você? Nada. Não tenho coragem de levar você na minha casa, nem de te apresentar aos meus amigos, nem ao menos tenho coragem de falar com você.
É acho que é paixão mesmo, e com certeza no próximo mês as borboletas serão de outra natureza, quem sabe uma mais possível.
"(...) Desculpem o trocadilho infame, mas a vida é feita de altos e baixos. Altos, fortes, morenos, sensuais, possíveis e aquele baixinho, meio esquisito, que não sai da sua cabeça. "
Tati Bernardi

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A Volta


Sim, elas voltaram; as divinas criaturas que sempre me fizeram suspirar.

E eu ingénua achando que elas estavam extintas do meu mundo, me enganei, voltaram com toda a força, e justo por você.

Por algum motivo, depois de um mini-abraço de ontem, de um sonho perfeito, de ser ignorada pela manha, me vejo com vontade de dizer-te:


"chegue bem perto de mim. Me olhe , me toque, me diga qualquer coisa.ou não diga nada, mas chegue mais perto. Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada."

Caio Fernando de Abreu

Entretanto, é exatamente isso que vai acontecer. Nada.


terça-feira, 18 de maio de 2010

Idealização



Então no meio de um dos meus textos me vi idealizando alguém, como se uma pessoa ideal pudesse existir;



Sobre relacionamentos:

Não espero cancelar compromisso por alguém; ainda não é aceitável a mim o ter alguém. Em determinados momentos quero, o que na maioria das vezes acontece em finais de semana. Entretanto ao decorrer da semana, onde as ações rotineiras são mais frequentes e exaustivas, me vejo suficiente, eu me basto, e as vezes é demais.
Por isso procuro uma pessoa que pense, que possua o dom da crítica, da pesquisa, da arte.
Que viva socialmente, mais não com alienados.
Que soubesse conversar, mas não sobre novelas.
Que lê-se, apreciasse o sol.
Que tivesse futilidades, mais não fosse infantil.
Que beba mais não fume
Que acredite em uma força maior, mais siga dogmas.
Que não seja machista, e que aceite meus ideais feministas.
Que saiba o valor da família, mas não queira construir uma.
Que gostar de andar, ouvir música e dias frios; e que me acompanhe se quiser os três ao mesmo tempo.
Que seja romântico, mais não meloso.
Que tenha amigos, e respeite os meus.
Que saiba dos meus medos e fraquezas e os deixe onde estão.
Quero poder contar e espero que conte comigo para tudo.
Que tudo seja fruto de um dialogo.
Que ninguém mande, que os dois cedam.
Que me ame, mas não me queira inteiramente.
Foto: Tocadora de flauta - Camille Claudel.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O desaparecer das borboletas

Desapareceram, onde foram as divinas criaturas que me faziam suspirar?
Talvez ela só apareciam quando um não correspondido amor começava. E desta vez?
Será correspondido então? Pela primeira vez algum sentimento que eu permita acontecer seja permitido por outro alguém para que eu o sinta.
Pude sentir-me segura, e não precisei que meu mundo de fantasias viesse à tona para que eu pudesse me sentir bem; tudo o que está presente em minha memória foi concreto, os atos que com toda a euforia contei as minhas amigas aconteceram, e mesmo desta forma ainda não o quero acreditar.
É difícil aceitar o que nunca acontecera antes, como poderei dizer que acontecera se não conheço o algo, não conheço a sensação boa que todos me diziam que já sentiram, desconheço a proteção vista nos braços de quem ama, pois nunca fui amada antes.
Por muitas vezes pensei ser única em minha falta de sentimentos correspondidos, imagino com frequência instantes de felicidade, uma rotina com amor e aventuras, coisas que jamais soube ser boa ou ruim, apenas está em minha mente, não tive oportunidade de senti-las.
Por outro lado, muitas pessoas desfrutam de tamanha solidão como a minha, procuram insistentemente por um amor verdadeiro; mas será que este amor verdadeiro pode ser procurado? Pode ele apenas acontecer, e sem que você possa saber quando ele acontece, ele apenas chega.
Toma sua vida de uma forma que um vocabulário, por mais extenso não pode explicar. Todas as formas de arte parecem poucas para descrever tamanha felicidade e de uma forma gostosa- ou não que é amar.
Creio ser impossível descrever em que período de tempo pode acontecer o amor, qual o tempo necessário para que o que chamam de amor aconteça.
Quando sabemos que o amor aparece? Como poderemos saber quando a pessoa que surge é a certa?
Por que as queridas borboletas em meu estômago não se mexeram quando o vi, nem quando me vi em seus braços? E apenas quando seus lábios se tocaram aos meus e uma proteção incalculável senti, foi que as borboletas lentamente se movimentaram e uma tranquilidade sem tamanho pairou no ar.
Tudo estava perfeito, a noite, o local, as companhias; ele.
Ele, não é o que eu imaginava, consegue ser melhor, consegue superar o que eu ditava como o certo.
Possui mais do que as qualidades que eu procurava, e entre os bônus a vontade de viver, que dentre minhas metas escritas não estava presente.
Em tantas coisas que desejo realizar, o viver estava esquecido. E a timidez que eu dizia não existir em mim, pode ocupar o seu lugar. Pois não há nada de errado em ser tímido em assuntos amorosos, pelo contrário possui sua beleza.
Com as inúmeras qualidades que vi a priori esta a timidez, o carinho.
Quando segurou minhas mãos para que pudéssemos nos dirigir a saída, me senti a mulher mais feliz, e se pudesse fazer um único pedido, pediria que aquela noite não acabasse jamais, que eu pudesse o ter pra sempre ao meu lado, que fizesse parte de minha história, que fosse inspiração aos meus romances e quadros, que sua face estivesse em meus desenhos.
E que em minha foto de cabeceira estivesse você e eu.
Me espanto ao pensar que dentre os sentimentos que já tive não tenha pensado nestas lindas coisas que desejo agora ter. Em minha auto avaliação digo que apenas um único homem amei, amor este com a maior pureza e inocência que existe, não houve atos físicos para que este amor acontecesse, foi seu olhar que me hipnotizou por seis anos.
E que quando penso que o esqueci, este amor que digo como verdadeiro, mas que na realidade foi apenas platônico, seus olhos me vêem a mente.
Mas não com a importância que tinham, e nesse momento me vem um medo de que tudo o que eu penso e sinto seja apenas meu, que ele não o sinta, e que outra vez usarei Platão a descrever sentimentos que deveriam ser meus.
Desejo que isto que sinto, o que desejo sentir possa ser verdade e que eu não o sinta sozinha.
E que a musica que escrevera a mim seja verdade, que sempre que eu quiser o ver, estará.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

À noite....

E mais uma vez me vejo sentada, ouvindo Bom Jovi, escrevendo sobre outro término, outro relacionamento que nem começou acabara.
E você ainda presente em minha mente como sempre estivera, é incrível como em certas épocas do ano você volta com todo um gás e desperta a vida em meu estômago; então lembro que você está mais de quatorze mil quilômetros de mim, juntamente com a mulher perfeita da sua vida que, por ironias desse burro destino, não sou eu.
E me vejo nesse quarto rosa, cheio de gravuras, quadros, fotos, desenhos e frases, sentindo uma solidão tamanha que nem uma multidão seria capaz de cura-lá. Ouço essas músicas velhas falando de amor com melodias tristes, e eu arquitetando uma forma de sair daqui e tentar esquecer que sempre terei de encarar, em algum momento, minha solidão.
E sempre depois que paro de sair com o garoto, sim aquele que eu sempre acho que é o garoto perfeito, sempre, seja quem for; eu penso em todas as paixões, ilusões que já tive e vejo que no final de cada uma delas é de você que eu lembro.
É no seu álbum escondido em várias pastas em meu computador que vou, e gasto quase horas inteiras a contemplar sua face, seu corpo, sua feiúra, seu não fotogênico modo de ser, sua merda de aliança, seu celular que manda mensagem pra sua mulher perfeita (e não sou eu), e suas fotos de lugares históricos que estão em meus sonhos a cada dia, e esses lugares que você conhece como a palma da sua mão com sua mulher perfeita.
Me vejo rodeada por desenhos de casais, corpos humanos, colagens sobre amor que eu mesmo fiz e que agora me fazem sentir mais sozinha, como o desenho de um vestido que desenhei, este que nem se quer possui face, este que como na gravura me vejo, nem ao menos sou uma mulher completa agora.
E essa bagunça agora, não! Esse porta-retrato de plumas vermelhas, com minha foto ainda criança, quando ainda tinha sonhos que podiam ser realizados pelo cartão de crédito do meu pai, e hoje nem pai, nem cartão... Apenas sonhos.
Essa pilha de livros de história e arte, que está há meses, e que aumentam a cada dia, sem que eu os leia, ainda espero passar minha fase Jane Austen, mais ainda restam quatro livros... Carvões, grafites, tintas, livros, prancheta, mesas e enfim... Minha cama, onde descanso, e finjo que relaxo e espero arquitetando as coisas pra o próximo dia, que será como hoje, mais mesmo sabendo disso não perco as esperanças que possa ser diferente e melhor que eu possa encontrar meu nerd de cabelos cacheados com calça social que curta bossa nova, use óculos, estude história e filosofia...
Mas que simplesmente me ame.