quarta-feira, 28 de outubro de 2009

À noite....

E mais uma vez me vejo sentada, ouvindo Bom Jovi, escrevendo sobre outro término, outro relacionamento que nem começou acabara.
E você ainda presente em minha mente como sempre estivera, é incrível como em certas épocas do ano você volta com todo um gás e desperta a vida em meu estômago; então lembro que você está mais de quatorze mil quilômetros de mim, juntamente com a mulher perfeita da sua vida que, por ironias desse burro destino, não sou eu.
E me vejo nesse quarto rosa, cheio de gravuras, quadros, fotos, desenhos e frases, sentindo uma solidão tamanha que nem uma multidão seria capaz de cura-lá. Ouço essas músicas velhas falando de amor com melodias tristes, e eu arquitetando uma forma de sair daqui e tentar esquecer que sempre terei de encarar, em algum momento, minha solidão.
E sempre depois que paro de sair com o garoto, sim aquele que eu sempre acho que é o garoto perfeito, sempre, seja quem for; eu penso em todas as paixões, ilusões que já tive e vejo que no final de cada uma delas é de você que eu lembro.
É no seu álbum escondido em várias pastas em meu computador que vou, e gasto quase horas inteiras a contemplar sua face, seu corpo, sua feiúra, seu não fotogênico modo de ser, sua merda de aliança, seu celular que manda mensagem pra sua mulher perfeita (e não sou eu), e suas fotos de lugares históricos que estão em meus sonhos a cada dia, e esses lugares que você conhece como a palma da sua mão com sua mulher perfeita.
Me vejo rodeada por desenhos de casais, corpos humanos, colagens sobre amor que eu mesmo fiz e que agora me fazem sentir mais sozinha, como o desenho de um vestido que desenhei, este que nem se quer possui face, este que como na gravura me vejo, nem ao menos sou uma mulher completa agora.
E essa bagunça agora, não! Esse porta-retrato de plumas vermelhas, com minha foto ainda criança, quando ainda tinha sonhos que podiam ser realizados pelo cartão de crédito do meu pai, e hoje nem pai, nem cartão... Apenas sonhos.
Essa pilha de livros de história e arte, que está há meses, e que aumentam a cada dia, sem que eu os leia, ainda espero passar minha fase Jane Austen, mais ainda restam quatro livros... Carvões, grafites, tintas, livros, prancheta, mesas e enfim... Minha cama, onde descanso, e finjo que relaxo e espero arquitetando as coisas pra o próximo dia, que será como hoje, mais mesmo sabendo disso não perco as esperanças que possa ser diferente e melhor que eu possa encontrar meu nerd de cabelos cacheados com calça social que curta bossa nova, use óculos, estude história e filosofia...
Mas que simplesmente me ame.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

E esse típico sexto sentido feminino....

Sim, ele insiste em funcionar sempre.
Por mais que as vezes meu lado menininha frágil apaixonada insista em aparecer, meu lado mulher escorpiana não deixa que eu me engane...
Esse medo de encarar certas situações, e a vontade de encarar de frente outras. O não entender determinadas coisas e decifrar outras com tamanha facilidade.
O julgar sentimentos alheios com apenas olhares ou atitudes não concretas à mim é absolutamente inaceitável. Senão seria uma profunda banalização de sentimento; levando a ponto que o julgamento sobre o outro, em qualquer que seja o ponto, não poderá ser visto com bons olhos por mim. Mesmo por todos os, não em sua totalidade, injustos julgamentos recebidos por minha própria família, não os vejo com bons olhos, e assim farei com qualquer que o faça à mim.
Amor, esse sentimento com tamanha grandeza que em apenas dois meses não seria suficiente para cultivá-lo. Ele nem se quer chegou a brotar!
Como pode-se subentender o amor do outro?
Como julgar quando este acontece? Sem ao menos ter um entendimento sobre o interior do outro, nem de si mesmo ,em certos casos.
Se mesmo em sete anos de um amor puro, sincero e inocente, ainda me pego duvidando de sua verdade e grandeza. Este que todos duvidam que possa existir; podendo ser apenas um amor de criança, uma ilusão, um primeiro amor não esquecido... dentre todas as opções, ainda assim fico com o amor.
Mais ainda assim o medo, o medo de deixar de amá-lo; o que pode parecer fácil a principio entretanto, nunca nos passa pela cabeça quando amamos que poderemos deixar de ama-lo um dia, que todo aquele espaço reservado a ele em meu coração voltará a ser vago.
Doí!
É essa dor que sinto, e aumenta a cada dia quando lembro que você, quem amo por longos e doloridos sete anos, esta prestes a selar um compromisso, que perante a todos jura um amor conjunte até morte os separe.
O medo desse dia me aterroriza cada vez mais, tanto quanto a sua volta.
Me preparo para uma possível volta sua a cada minuto; me desespero ao lembrar daquele dia no aeroporto, quando minha incontrolável reação ao lhe ver, espantou a todos, inclusive a mim. Você, definitivamente, não me faz bem.
Mais me faria pior se não mais o tivesse dentro de mim, se este amor que apenas reservo à ti acabasse.
Não estou certa se conseguirei ,dar a outro, a chance de entrar em meu coração; pois para isso, uma parte sua teria que deixar de existir em meu âmago, o que seria, sem dúvida, vital.
Ainda não me vejo preparada a deixar de te amar.